Conforme o Censo de 2010, o Rio Grande do Sul possui 306,6 mil habitantes em situação de miséria - o que corresponde a 3% da população -, identificados por uma renda per capita de até R$ 70. A maioria (65,2%) vive em áreas urbanas e quase a metade (49,4%) é composta por crianças. O número de pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é de 830,6 mil, mas apenas 445 mil são atendidas pelo Bolsa Família.
O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, acredita que mais 400 mil famílias poderiam ser beneficiadas pelo programa de transferência de renda. “Provavelmente boa parte se encontra nessa parcela de pobreza extrema”, afirmou.
Uma das ações previstas no RS Mais Igual é a identificação destas famílias e a atualização dos cadastros. Em contrapartida, o beneficiário deverá estar em processo de qualificação profissional ou escolarização. “Nosso objetivo é fazer com que essas pessoas não fiquem eternamente dependentes do Estado”, completou Pestana.
O RS Mais Igual irá atender, em um primeiro momento, a Região Metropolitana e os Territórios da Paz e da Cidadania. A partir do segundo ano, as ações devem abranger todo o Estado, com prioridade para as regiões com índice de desenvolvimento humano (IDH) mais baixo.
“Temos muito orgulho de estar no RS para lançar ações que complementam o Bolsa Família”, disse a ministra Tereza Campello. Ela afirmou que a transferência de renda não torna as pessoas mais “preguiçosas”. “Dos que não são jovens 77% trabalham, infelizmente em uma situação que não permite receber um salário digno para sustentar sua família”, argumentou.