Janta se referia à rejeição das duas emendas que propunham salários de R$ 560 e de R$ 600. “Nós defendemos R$ 560 porque entendemos que o governo não pode querer fazer ajustes em cima dos trabalhadores.”
O sindicalista disse que a maioria dos deputados “se rendeu ao poder”. Para ele, a Força Sindical, a partir de agora, precisará pressionar mais a base para aprovar outros itens da pauta da entidade como o fator previdenciário, a correção da tabela do imposto de renda, o reajuste dos aposentados e a redução da carga de trabalho. “Nós fizemos campanha e votamos num projeto de recuperação da economia, que tinha o objetivo de acabar com a pobreza e dividir a riqueza. Aconteceu o contrário e isso nos deixa apreensivos. Acendeu uma luz vermelha.”
A ideia, de acordo com Janta, é negociar o aumento com o Senado. “Vamos falar com os senadores. Não vamos nos entregar. Vamos continuar lutando.”
Votação
O projeto de lei do Executivo, que estabelece uma política de valorização do salário até 2015, passou pela avaliação de duas emendas, uma do PSDB com o mínimo de R$ 600 e outra do DEM, com mínimo de R$ 560. A emenda do PSDB foi reprovada por 376 dos parlamentares, com 106 votos a favor e sete abstenções. Já a do DEM foi recusada por 361 deputados e aprovada por 131, já depois das 23h. Ao todo foram apresentadas 22 emendas para alterar o texto da proposta, durante a fase de discussão.
Após 10 horas de sessão, o Plenário aprovou em votação simbólica, quando não há registro individual de votos, o aumento para R$ 545, com vigência a partir do mês seguinte ao de publicação da futura lei.