“Eu defendo que haja grandes pesquisadores da área da educação que possam organizar os currículos, não porque o vereador disse, mas porque existe uma equipe com uma visão em rede de ensino. Embora eu tenha a maior simpatia de que não esqueçamos o horror que foi o Holocausto, incluir esse assunto obrigatoriamente é sempre uma visão deturpada da função do legislador”, argumenta.
Esther é autora de uma lei na Câmara dos Deputados que tornou obrigatório o ensino da cultura e história afro-descendente no Brasil. No entanto, ela acha que errou ao tomar a decisão, porque essa deveria ter sido uma atitude do Ministério da Educação.
A lei sobre o Holocausto, de autoria do atual secretário da Indústria e Comércio, vereador Valter Nagelstein, deve ser sancionada nesta segunda-feira pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Haverá uma cerimônia especial no Salão Nobre do Paço Municipal, na qual estarão presentes o Cônsul de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, e o presidente da Federação Israelita, Henry Chmelnisky. A lei prevê que, em cada semestre, seja exibido pelo menos um filme, dramático ou documental, sobre o Holocausto.
Holocausto
O Holocausto é o termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945. Estima-se que seis milhões de judeus, ciganos, negros, homossexuais, comunistas e portadores de doenças mentais tenham sido exterminados pelos nazistas.