Durante dois anos, a Fundação Theatro São Pedro pediu socorro ao governo do Estado e não foi atendida, segundo relataram funcionários que, diante da possibilidade de demissão de Antonio Hohlfeldt, preferiram não se identificar. Na sexta-feira passada, Hohlfeldt anunciou suspensão das atividades em 2026 e, nesta terça-feira, foi rebatido pelo governador Eduardo Leite (PSD).
O estopim teria ocorrido na última quinta-feira, quando, após o presidente da fundação ter dedicado o último mês apelando por uma reestruturação, inclusive diretamente ao governador Eduardo Leite, o pacote enviado pelo Executivo à Assembleia Legislativa não ter contemplado seus pedidos.
O Executivo protocolou, em duas etapas, um pacote de 29 projetos que devem ser votados até o final do ano, todos em regime de urgência, sem incluir a reestruturação administrativa do São Pedro.
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De acordo com os relatos, a fundação teria solicitado diversas agendas com o secretário da Casa Civil, Artur Lemos, adjunto da pasta, Gustavo Paim, e a secretária de Planejamento, Danielle Calazans, sem sucesso. Haviam propostas desenhadas, que incluíam reestruturação administrativa, criação de cargos, novo estatuto, pedido de concurso e até repercussão orçamentária estimada: o novo formato custaria R$ 2 milhões anuais.
"O estopim foi na quinta, quando, depois do Antonio Hohlfeldt falar todo o mês de outubro, inclusive para o Leite, sobre o nosso desespero, quando ele viu que o governo mandou o último pacote de projetos para ser votado até o final do ano e que eles continuavam fazendo 'ping-pong' com a nossa situação, que ele falou que não teria que como continuar e que teria que suspender as atividades", relata uma fonte.
"Se a intenção fosse resolver, eles cederiam servidores temporários deles, autorizariam concurso", conclui.
Ainda segundo funcionários, haveria um Projeto de Lei (PL) pronto, que incluiria a criação de vagas imediatas para cumprir as funções especializadas que, segundo a fundação, são hoje necessárias para operar o Multipalco Eva Sopher.