“A estrada que se faz e se arruma tem efeito apenas local. A estrada que não se faz e não se arruma tem reflexo estadual”, argumentou Tarso. “Neste momento no Rio Grande do Sul, em matéria de ligações municipais, já terminamos ou estamos em fase final de o dobro do número de estradas que foram feitas pelo governo Yeda e Rigotto”, afirmou. Ele alegou que as obras emergenciais foram feitas em função de o governo ter recebido as estradas muito deterioradas.
Bandeiras políticas
Avanço na área social, desenvolvimento econômico do Estado e participação cidadã são as principais bandeiras do governador Tarso Genro para buscar a reeleição. “Nós estamos em melhores condições de debater o futuro do Estado”, alegou.
No final de 2013, havia vários projetos, inclusive de caráter emergencial, para serem votados na Assembleia Legislativa e o governo do Estado teve que recuar em alguns pela falta de apoio, já que houve uma redução da base com a saída do PSB e PDT. "Claro que têm projetos complexos e importantes que não foram votados”, explicou Tarso. “É prejudicial, mas não inviabiliza o governo, como seria se não tivesse sido aprovado o orçamento do Estado”, analisou.
Tarso citou as propostas de criação das subsidiárias Banrisul Administradora de Cartões (PL 279) e de uma corretora (PL 276) para atuar no ramo de distribuição de seguros, previdência aberta e capitalização que não foram aprovadas. “É legítimo da democracia, mas ninguém se iluda que ajudou a fortalecer o Banrisul”. Não sei se vamos apresentar agora, mas que vamos apresentar novamente para Assembleia, vamos”, garantiu.
Busca por vice na chapa
O governador do Estado afirmou que nunca teve pretensão de convencer o ex-deputado Sérgio Zambiasi (PTB) a ser vice na chapa de coalizão para eleições de 2014. “Conversamos sobre a presença do PTB na chapa majoritária”, esclareceu.
“Zambiasi está muito afixado na vida pessoal e profissional e não quer voltar à política. Não ouso pedir a ele”, disse. Mas Tarso deixou claro que não é qualquer indicação do PTB que será aceita. “Formação da chapa tem que ter uma negociação entre os partidos,” afirmou.
Copa de 2014
A posssibilidade do retorno das manifestações populares às vésperas da Copa do Mundo e das eleições de 2014 não preocupa o govenrador. Tarso acredita que as obras da Copa no Estado não foram razões para enfrentamentos. "A Copa é profundamente elitista e mercantilizada. Está muito longe da visão que o Brasil está acostumado", definiu. "Mas tem outro aspecto: nosso povo gosta de futebol, quem puder vai ao jogo. Acho que uma coisa vai compensar a outra”, analisou. Tarso crê que Copa nos padrões Fifa é “o início do fim”.