Política

Estudantes simulam eleições em Porto Alegre

Projeto de professor de história tem como objetivo pensar no coletivo para melhorar a cidade

Grupos devem fazer plano de governo e campanha
Grupos devem fazer plano de governo e campanha Foto : Arthur Puls
Apesar de jovens, os alunos da Colégio Província de São Pedro, de Porto Alegre sabem que o desejo de uma cidade melhor passa pela participação política. Os 80 alunos das três turmas de 8ª estão participando, na escola, de um processo semelhante ao das eleições para prefeito e vereadores.

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Sob a iniciativa do professor de História do Brasil Mateus Saraiva, os estudantes foram divididos em 12 grupos, que representam partidos, e cada desses grupos elegeu um candidato à prefeitura fictícia. Os jovens organizaram propostas para participar de debates e convencer os colegas de que são merecedores dos votos. “Há cinco anos realizo esta atividade para despertar a consciência política. A ideia é transcender a realidade de cada aluno e mostrar que é preciso pensar no outro para cuidar de uma cidade”, disse Saraiva. Para o professor, as aulas práticas poderão tornar os alunos cidadãos ainda melhores.

Para envolver os alunos, o docente determinou que cada partido montasse, com orçamento de R$ 10 bilhões, um plano de governo que contemplasse as áreas de saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e ambiental ao longo dos quatro anos de gestão. Para isso, eles precisaram pesquisar a realidade da Capital e suas reais necessidades.

“Analisamos a questão da educação e também a segurança. Mas não vamos esquecer a mobilidade da cidade. Os ônibus precisam ser um meio de transporte que as pessoas queiram usar", disse a candidata à prefeita do fictício “Partido Revolucionário Brasileiro", Júlia Fazenda, 15 anos. Ela ainda alertou os colegas que a cidade tem uma dívida de R$ 300 milhões, por isso seria indispensável pensar bem em como usar o dinheiro.

Também empolgada, a candidata a vice pela mesma sigla, Eduarda Mirella, 14 anos, já planeja a divulgação da campanha para os eleitores – os estudantes do Ensino Médio que já participaram do projeto. “Eu olhei os debates dos verdadeiros candidatos e me baseei nas propostas deles para elaborar as nossas, mas tem coisas boas e outras não tão viáveis”, comentou.

A data da votação na escola ainda não está definida, mas deve ocorrer no mês de novembro. “O mais importante é que os jovens estão se voltando para a política, conversando com amigos. Eles podem, sim, mudar a realidade que os cerca. Muitos já planejam votar na próxima eleições, quando o voto para eles ainda será facultativo”, comemorou o professor.


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