Política

Eventual candidatura será pensada a partir de março, diz Meirelles

Ministro da Fazenda participou de evento em Porto Alegre

Ministro da Fazenda participou de evento em Porto Alegre
Ministro da Fazenda participou de evento em Porto Alegre Foto : Guilherme Testa
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, que uma eventual candidatura é assunto para ser pensado "a partir do ano que vem, a partir de março". Em evento em Porto Alegre, o ministro voltou a afirmar que está 100% focado em seu trabalho no Ministério da Fazenda, mas deixou a porta aberta. Mais cedo ele já havia falado que "no devido tempo" poderia se pensar em alternativas.

"Como eu já disse, eu no momento estou concentrado na economia, 100% no Ministério da Fazenda. Vamos pensar nesses assuntos a partir do ano que vem, a partir de março", disse Meirelles, quando questionado se sairia candidato nas próximas eleições.

Ocupantes de cargos públicos têm até abril para desincompatibilizar do posto e ficarem aptos a concorrerem nas eleições de 2018.

Candidato 'antimercado'

Na avaliação de Meirelles, a retomada do crescimento econômico reduz o risco de ascensão de um candidato à presidência considerado "antimercado". "Daqui um ano (nas eleições), teremos mais um ano de crescimento. Com o País voltando a crescer, é pouco provável que população volte às políticas do passado. Por isso, acho pouco provável a eleição (de candidato antimercado)", disse.

Respeitado pelos investidores, Meirelles é considerado um dos mais alinhados ao mercado financeiro na lista de possíveis nomes para 2018.

No discurso em Porto Alegre, o ministro da Fazenda reconheceu que o risco de eleição de um candidato contra as ideias pregadas pelos investidores e economistas "sempre existe". Sem citar nomes, Meirelles lembrou, porém, que o passado recente pode afastar eleitores dessa opção.

"A experiência populista foi muito atraente, mas o resultado foi doloroso", disse o ministro, ao comentar que as reformas econômicas apresentadas pelo presidente Michel Temer deveriam ter sido feitas "desde a Constituição de 88". Desde então, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, Meirelles foi presidente do Banco Central.

Aos gaúchos, Meirelles repetiu o discurso de que o "trabalho de recuperação da economia exige foco integral". "Estou focando sempre nesse trabalho da economia, do Ministério da Fazenda. No devido tempo, pode-se pensar em alternativas", disse.