Política

Ex-coordenador do ProJovem diz que gestão de Juliana Brizola foi corrupta

Rafael Flech afirmou que está sendo ameaçado de morte após fazer denúncias ao MP

O ex-coordenador do programa Pró-Jovem Rafael Flech disse, em sessão da CPI do ProJovem, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, nesta quinta-feira, que a gestão de Juliana Brizola na Secretaria Municipal da Juventude foi corrupta, assim como a do marido dela, Alexandre Rambo. Flech reafirmou que, durante a administração de Juliana, foi firmado um contrato sem licitação com a Fundação da Ulbra, que teria recebido R$ 300 mil em serviços que não teriam sido realizados.

De acordo com Flech, pelo menos quatro funcionários da secretaria eram obrigados a devolver parte de seus salários a então comandante da pasta. "Depois que eu fiz essas denúncias ao Ministério Público, assessores de Juliana Brizola vem me ameaçando de morte", disse. Ele depôs nessa manhã com mandado judicial que lhe permitiu não responder perguntas sobre temas que estão em segredo de Justiça.

Rafael Flech coordenou o ProJovem em Porto Alegre no período em que Mauro Zacher era secretário da Juventude. Zacher está entre os indiciados pela Polícia Federal pela fraude de pelo menos R$ 10 milhões no programa.

Os vereadores ouviram também nesta quinta-feira o depoimento do atual secretário da Juventude de Porto Alegre, Luizinho Martins. Ainda hoje, os vereadores se reunirão com o procurador do Ministério Público Federal (MPF), José Alexandre Pinto Nunes, que analisa os indiciamentos da Polícia Federal a cerca da fraude no programa.

Ao depor à CPI no mês passado, a deputada Juliana Brizola negou todas as acusações e disse que o grupo político do PDT a qual pertence Mauro Zacher e Rafael Flech é "uma verdadeira quadrilha".


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