ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, ex-executivos da empresa se defenderam nesta quinta-feira das acusações. Renato Duque, que ocupou a diretoria Serviços, disse que vai acionar Costa na Justiça por crime contra a honra. Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, ex-diretor Internacional, afirmou que vai ignorar a citação do seu cliente no depoimento, por considerar um "ato falho" do delator na Operação Lava Jato.
A Petrobras divulgou nota afirmando ser "vítima" nos processos. Enquanto o ex-presidente da empresa, José Eduardo Dutra, ressaltou que suas "vinculações com o PT são públicas e notórias". Apenas José Zelada, que substituiu Cerveró na diretoria Internacional, não se posicionou.
O mais enfático dos posicionamentos partiu de Renato Duque. "Se ele (Paulo Roberto) falou alguma coisa no meu nome, vai ser processado", declarou. De acordo com Costa, Duque recebia "valores" de fornecedores da Petrobras. Para Ribeiro, os depoimentos do ex-diretor de Abastecimento à Justiça e à Polícia Federal são passíveis de anulação, porque fazem parte de uma acordo de delação premiada, que, em sua opinião, foi firmado em um ambiente de coação, em que familiares de Costa corriam o risco de serem incluídos nos processos e presos. Já o ex-presidente da estatal José Eduardo Dutra reafirmou a sua vinculação com o PT, mas nega participar de esquema de corrupção. Ele foi senador pelo PT em Sergipe, de 1995 a 2003. Desde 2012, é diretor na estatal.