O cartel, que segundo o Ministério Público envolve 30 empresas, manipulou os contratos para a reforma de uma ala do Hospital Municipal, a restauração do Lar Casa das Meninas e a construção de casas populares. Zimmermann disse que todos os processos são submetidos a uma comissão isenta da prefeitura. “Temos inúmeras empresas que concorrem para realizar obras públicas, mas temos um critério muito claro. Nós temos um setor de engenharia responsável pelo orçamento da obra e nenhuma é contratada com valor acima do proposto”, sustentou.
O Ministério Público garante haver servidores públicos e parlamentares envolvidos no esquema, que fraudou pelo menos R$ 40 milhões em contratos em seis prefeituras da Região Metropolitana e do Litoral Norte. O órgão vai convocar servidores para prestar depoimento sobre o caso. “Muitos serão convocados a partir da próxima semana. Muita gente não vai dormir hoje”, afirmou o promotor criminal Ricardo Herbstritch. A estimativa é de que os desvios tenham chegado a R$ 8 milhões.