Política

Ex-presidente da Fepam defende mudança na revisão de processos

Ana Pellini diz que burocracia atrasa liberação de licenças ambientais

PF apreendeu documentos que apontam rede de corrupção que favorecia liberação de licenças ambientais
PF apreendeu documentos que apontam rede de corrupção que favorecia liberação de licenças ambientais Foto : André Ávila
A secretária de Licenciamento e Regularização Fundiária da Prefeitura de Porto Alegre, Ana Maria Pellini, que presidiu a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) em 2007, defendeu a revisão nos processos para evitar atos de corrupção no Executivo. “Com a desburocratização, é possível tornar a tramitação das licitações mais rápida e elimina a possibilidade de que oportunistas tentem ganhar vantagem”, afirmou ela nesta terça-feira.

Pellini se pronunciou um dia após o desencadeamento da Operação Concutare, da Polícia Federal (PF), que descobriu supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais no Rio Grande do Sul. “A tramitação burocrática e a subjetividade nas análises fazem com que o processo seja extremamente demorado. Isso precisa mudar”, defendeu.

Ana Pellini foi a responsável por coordenar um processo que buscou reduzir a fila de espera para análise dos processos visando o licenciamento ambiental, quando presidia a Fepam. Ela explicou que com a aplicação de algumas medidas foi possível acabar com o estoque de processos em menos de dois anos. “Na época encontramos um órgão com problemas administrativos, processos sem andamentos e um tempo muito grande na concessão das licenças”, recordou.

Entre as medidas adotadas por eles estavam fluxos transparentes de análises e regras que valem igualmente a todos os que buscam o serviço. “Criamos uma fila. O primeiro processo que entrava era o primeiro a sair. Todos eram iguais. A única exceção envolvia as demandas de origem pública. Essas tinham prioridade sobre as demais. Não foi mágica como alguns diziam”, enfatizou. Em relação aos impasses jurídicos, frisou que a legislação ambiental é muito recente, fazendo com que haja subjetividade e não esteja totalmente regulamentada.




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