Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo no dia 19 de março, a presidente da República justificou em nota oficial que só aprovou a compra de 50% da refinaria americana em 2006, quando era chefe da Casa Civil do governo Lula e comandava o Conselho de Administração da estatal, porque recebeu "informações incompletas" e uma documentação "falha". Se tivesse todos os dados, disse a petista na nota, "seguramente" a compra da refinaria não seria aprovada.
"O Conselho de Administração discute um negócio como um todo. A presidente não tinha acesso a todas as informações", disse Gabrielli nesta terça-feira após reunião com integrantes da bancada do PT na Câmara.
O ex-presidente da estatal considerou como normal as investigações feitas por órgãos como o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal no episódio da compra da refinaria de Pasadena, que custou US$ 1,3 bilhão.
"As investigações e os processos de sindicâncias são normais na Petrobras", minimizou.
Gabrielli também considerou como "fantasiosas, publicitárias e eleitoreiras" as alegações de integrantes do oposição para que a estatal seja investigada no caso da compra a refinaria de Pasadena.
Na semana passada senadores e deputados da oposição protocolaram, o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar denúncias de irregularidades na Petrobras. A CPMI pretende investigar o superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena.
"A bancada do PT queria saber fatos e combater as versões fantasiosas, publicitárias e eleitoreiras que estão sendo veiculadas persistentemente. Vocês sabem que uma mentira repetida inúmeras vezes vira uma verdade e o que está acontecendo são algumas mentiras que são insistentemente veiculadas", afirmou Gabrielli após encontro com deputados do PT na Câmara.
"Por exemplo, a refinaria custou 42 milhões de dólares e foi comprada por um bilhão de dólares, isso é mentira. É mentira porque não custou US$ 42 milhões para a empresa que adquiriu, porque ela investiu mais 84 milhões e tinha uma dívida de 200 milhões. E a Petrobras não pagou US$ 1 bilhão pela refinaria pagou 486 milhões Esses são os fatos", afirmou o ex-presidente da Petrobras.
Em vários momentos da entrevista, ele defendeu a aquisição feita na época, aprovada pelo conselho da estatal. "Esse conselho aprovou essa posição. Era um bom negócio naquele momento".