Política

Ex-secretário da Fazenda rebate dados da gestão Sartori

Odir Tonollier fala em “maquiagem de números” e sugere que atual governo administre “sem olhar para trás”

Tonollier rebateu números apresentados por atual gestão
Tonollier rebateu números apresentados por atual gestão Foto : Claudio Fachel / Divulgação / CP
Secretário da Fazenda na gestão de Tarso Genro, Odir Tonollier classificou como “maquiagem de números com métodos de marketing” a apresentação da situação financeira do Estado, realizada nessa quinta-feira pelo governador José Ivo Sartori. Tonollier rebateu as afirmações de que a gestão passada tenha sido a que mais gastou ao longo das últimas administrações ao sacar mais de R$ 11 bilhões do Caixa Único e dos depósitos judiciais, conforme anúncio feito ontem, no Palácio Piratini.

Para Tonollier, o que os governistas querem é confundir a sociedade. “Primeiro, temos que esclarecer a população que o Caixa Único e os depósitos judiciais são uma coisa só e o montante de R$ 11 bilhões é uma soma que se acumula desde 1993, quando foram permitidos esses saques. O problema é que, na campanha, Sartori criticava, prometendo não adotar essa medida e já foram sacados R$ 300 milhões na atual administração”, afirmou.

Em relação à contração de empréstimos internacionais para obras não realizadas pelo governo Tarso, a revelação do Piratini não é vista como ofensa pelos antecessores no poder. Conforme Tonollier, esse aspecto deve ser visto como vantagem. “Esse é um motivo de orgulho e nós enfatizamos isso. Há muitos anos o governo estava incapacitado e não se desenvolvia, sem a chance de garantir empréstimos para investimentos. Nós revertemos o cenário, garantimos verbas para obras de infraestrutura, melhorias das nossas estradas e o atual governo ainda teve dinheiro deixado por nós para projetos”, argumentou.

O ex-secretário também negou que o governo anterior tenha deixado de pagar R$ 8 bilhões em precatórios e destacou que a gestão de Tarso foi a única, entre as últimas, que zerou o passivo referente à Lei Britto.

Tonollier finalizou dizendo que Sartori parece ter a missão de governar “olhando para o retrovisor”, e sugeriu que as novas lideranças do Executivo se preocupem em “administrar sem olhar para trás”.