Nos bastidores do governo, a hipótese de alterar o plano de carreira do magistério chegou a ser considerada. Há um entendimento de que sua complexidade “emperra” as negociações. A engrossar esta argumentação, estão as tabelas do atual plano de carreira que os integrantes do governo estudam e levarão para a reunião de quarta-feira. Contudo, não foi dada publicidade à alternativa de alteração no plano porque tanto Tarso Genro quanto seus secretários sabem que o Cpers considera o assunto “inegociável”.
“O Cpers é muito claro no seu posicionamento político. Buscamos o diálogo e a negociação. Mas, se vierem com esse tipo de proposta, mobilizaremos a categoria e faremos pressão. Vamos tratar o governo Tarso como tratamos a todos os outros”, adiantou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, petista como o governador. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, garante que o governo está buscando equilibrar suas demandas: “Temos o compromisso com o magistério, e algum ganho os professores terão neste ano. A dificuldade do Estado não será justificativa”, afirmou.