Política

Executivo refaz cálculos para definir proposta de reajuste a magistério

Plano de carreira limita negociações<br />

 Integrantes do governo estadual se desdobram em cálculos para definir a oferta que farão ao Cpers, sindicato que reúne professores e servidores da educação. Inicialmente marcado para terça-feira, o encontro foi transferido para as 18h15min da próxima quarta, a pedido do governo. Nas tratativas internas, que incluem o gabinete do governador, a Casa Civil e as secretarias da Fazenda, da Educação e da Administração, já foi descartada a possibilidade, ventilada inicialmente, de oferecer um abono. Alguns integrantes do governo avaliam que a possibilidade do abono foi apenas uma forma de testar a reação do Cpers.

Nos bastidores do governo, a hipótese de alterar o plano de carreira do magistério chegou a ser considerada. Há um entendimento de que sua complexidade “emperra” as negociações. A engrossar esta argumentação, estão as tabelas do atual plano de carreira que os integrantes do governo estudam e levarão para a reunião de quarta-feira. Contudo, não foi dada publicidade à alternativa de alteração no plano porque tanto Tarso Genro quanto seus secretários sabem que o Cpers considera o assunto “inegociável”.

“O Cpers é muito claro no seu posicionamento político. Buscamos o diálogo e a negociação. Mas, se vierem com esse tipo de proposta, mobilizaremos a categoria e faremos pressão. Vamos tratar o governo Tarso como tratamos a todos os outros”, adiantou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, petista como o governador. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, garante que o governo está buscando equilibrar suas demandas: “Temos o compromisso com o magistério, e algum ganho os professores terão neste ano. A dificuldade do Estado não será justificativa”, afirmou.


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