A proposta de extinção da Fundação Zoobotânica do Estado (FZB) é vista pelo presidente da entidade, Juliano Fakredin, como um grande erro do governo com implicações diretas para a preservação do Meio Ambiente do Estado. Segundo Fakredin, o trabalho de pesquisa realizado no local não é feito por outros órgãos e a interrupção provocará perdas imensuráveis e irrecuperáveis.
“Se nós levarmos em conta a questão ambiental, através de pesquisa e monitoramento, eu entendo que o prejuízo vai ser imensurável, irrecuperável. Todo o material produzido aqui de cunho científico embasa as tomadas de decisões ambientais no Estado. Vai haver um prejuízo científico enorme”, defendeu Fakredin.
O presidente explicou que já faltam servidores para as atividades da Secretaria de Meio Ambiente e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o que torna inviável a absorção das atividades da Fundação Zoobotânica por estas instituições. Além da pesquisa, a FZB mantém as atividades do Jardim Botânico e do Zoológico de Sapucaia. Os cerca de 200 servidores funcionários são contratados como celetistas (regime de CLT) e, pelo projeto do Piratini, devem acabar demitidos.
Além do fechamento da Zoobotânica, o pacote que será enviado hoje pelo governador José Ivo Sartori à Assembleia prevê a extinção da Fundação de Esporte e Lazer (Fundergs), que até o início dessa semana era comandada pelo ex-deputado Cassiá Carpes (sem partido). Apesar de defender as atividades da instituição, Cassiá diz que, sem investimento e sem previsão de contratação de servidores, “é melhor extinguir a Fundergs”.
A terceira fundação que está na mira do Piratini é a de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps), comandada pela diretora-presidente Neusa Kempfer, que ainda não retornou às ligações da reportagem. Outras propostas do pacote incluem a mudança no sistema previdenciário para futuros servidores e a alteração na idade mínima para aposentadoria de policiais militares e bombeiros.
Extinção causará perdas irrecuperáveis, diz presidente da Fundação Zoobotânica
Órgão é um das três que estão na mira do Piratini na terceira fase do ajuste fiscal