Assim como a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, Tarso destacou a exumação do corpo de Jango como "resgate histórico". "Estive aqui para representar o povo gaúcho e estabelecer contato com a família. O direito dos familiares em saber a verdade sobre a morte do ex-presidente é o princípio elementar da minha presença aqui em São Borja", explicou.
Para Tarso, Jango teve grande importância no processo de evolução social do Brasil. "Na sua época, ele levantou reformas importantes, e algumas inclusive o País ainda precisa fazer, além de ter ajudado na transformação da sociedade, que redundou na Constituição de 1988. É um resgate da relação política do Rio Grande do Sul com um grande presidente", frisou.
O processo de exumação dos restos mortais Jango se estenderá pela tarde desta quarta-feira. Os peritos que estão no Jardim da Paz iniciaram a retirada dos gases que estão no túmulo do ex-presidente. Foram feitas três perfurações para cada tipo de substância. O caixão já foi identificado.
Honras de chefe de Estado
Os peritos colocarão os restos mortais de Jango em uma urna, que será empurrada por um carrinho até o portão do cemitério Jardim da Paz na companhia de familiares. Dali, será transferido para um caminhão fechado e deslocado até o aeroporto de São Borja, de onde segue para a base aérea de Santa Maria.
O transporte do corpo até Brasília será realizado nesta quinta-feira. Jango terá honras de chefe de Estado em Brasília. O ex-presidente Lula foi convidado para participar da cerimônia.
Corpo volta no dia 6
Presentes na audiência pública que explicou os procedimentos da exumação, os ministros José Eduardo Cardozo e Maria do Rosário garantiram que os restos mortais de Jango retornam a São Borja no dia 6 de dezembro, quando se completam 37 anos da morte do ex-presidente.