O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da operação Lava Jato, Edson Fachin, negou nesta quinta-feira o pedido da Procuradoria Geral da República para prender o senador Aécio Neves, envolvido na delação premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS.
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Embora tenha negado o pedido da PGR, o STF determinou o afastamento do senador Aécio Neves do mandato. Além disso, Fachin impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS; e a proibição de se ausentar do País, devendo entregar o passaporte.
Neves foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada hoje e que serve como desdobramento da Lava Jato. Na ofensiva, a sua irmã, Andrea Neves, foi presa preventivamente. Os policiais ainda cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos endereços do senador.
Andrea é suspeita de pedir dinheiro para Joesley Batista em nome do irmão - que recebeu R$ 2 milhões do empresário em entrega filmada e registrada. O dinheiro foi dada a um primo de Aécio. Um primo do presidente do PSDB também foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Frederico Pacheco de Medeiros, conhecido como Fred, teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando de Joesley Batista.
Além dele, Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) também foi preso. Todos foram citados na delação de Joesley Batista. Em todos os casos os mandados são de prisão preventiva e foram autorizados pelo STF.
A PF não informa os locais exatos e nem a quantidade da mandados abertos para a capital mineira. Uma fazenda do senador no município de Cláudio, na região centro-oeste de Minas Gerais, é outro alvo dos policiais. Paralelamente, no Rio de Janeiro, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em um imóvel de Andrea Neves. A PF recolheu materiais e equipamentos que passarão por perícia. Os gabinetes de Perrela e de Aécio no Senado, em Brasília, também foram alvo de buscas.
A ação da Polícia Federal ocorre após o jornal O Globo revelar, na noite de quarta-feira, que o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou à Justiça gravações que comprometem Aécio Neves. Ele teria pedido R$2 milhões para ajudar a pagar suas despesas com a defesa na Operação Lava-Jato. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
Fachin nega pedido da PGR para prender senador Aécio Neves
Político foi alvo de operação da PF após delação do empresário Joesley Batista