Em função do recesso branco do Congresso, Moreira ainda não reuniu a bancada, o que deve acontecer entre os dias 6 e 7 de agosto, em Brasília. Mas, deputado em primeiro mandato, admite que ela é pouco unida, e que falta uma interface maior com a sociedade.
O “mea culpa” está diretamente relacionado aos debates após os protestos que tomaram as ruas do País em junho, as pesquisas posteriores que apontam para queda de popularidade generalizada entre detentores de mandatos eletivos e os questionamentos da sociedade sobre a eficácia da representatividade dos políticos. “A bancada do Nordeste, por exemplo, é bem mais unida. Nós não conseguimos nunca fazer a unidade e tratamos estas questões partidárias de forma muito aguda. Hoje é cada um por si e Deus por todo mundo”, resume Moreira, referindo-se a atuação do grupo de deputados gaúchos em Brasília.
O parlamentar tem uma receita própria para tentar melhorar a situação, que vai propor aos colegas. Ela se divide em duas ações. A primeira é dividir os deputados em seis grupos temáticos. Um grupo se dedicará aos interesses do Estado na questão orçamentária, um tratará sobre o marco regulatório da questão portuária, um de transporte e fontes energéticas, outro sobre o endividamento do Estado e um quinto sobre a Lei Kandir.
“O sexto grupo vamos debater o tema. Na minha avaliação poderia ser a questão das cidades, com ênfase na mobilidade urbana, ou, então, agricultura”, adianta Moreira. A outra ação é a realização de dois encontros mensais na Assembleia ou em outro local da Capital para debater diretamente com a sociedade. “Para a gente se aproximar e para que a população tenha massa crítica.”
Moreira espera ainda por encontro com o governador Tarso Genro (PT) para afinar o discurso sobre os interesses do Estado. A reunião devia ter acontecido na semana passada, mas foi cancelada pelo Piratini.