A retirada de quórum ocorreu durante a votação do requerimento de preferência para apreciação apenas do texto do PL 160/2011, apresentado pelo líder da bancada do PT, deputado Daniel Bordignon. Se a medida fosse aprovada, a emenda 1, que estabelecia que o governo deveria instituir o piso nacional ao magistério ainda em 2011, apresentada pelo deputado Jorge Pozzobom (PSDB) e outros 17 parlamentares, deixaria de ser apreciada. Como apenas 26 parlamentares registraram seus votos favoráveis, a ordem do dia foi interrompida.
Além do projeto relativo à parcela autônoma do magistério, também deixou de ser votado o PL 161/2011, que dispõe sobre o aumento dos vencimentos básicos dos cargos de provimento efetivo do Quadro dos Servidores de Escola, a criação e concessão de gratificação a integrantes do Quadro Geral dos Funcionários Públicos do Estado em efetivo exercício na Secretaria da Educação, e dá outras providências. A matéria estabelece que o aumento será de 30,81% a partir de 1º de maio de 2011.
Cpers diz que categoria está sendo usada
A vice-presidente do Cpers-Sindicato, Neida Oliveira, declarou que mais uma vez a categoria está sendo usada pelo governo, que não garante a maioria que tem na Assembleia para aprovar as matérias, e pela oposição. Para Neida, o Executivo é responsável pela categoria não receber o reajuste este mês. Base e oposição acusam-se mutuamente por não dar quorum à votação.