A mãe, Rosângela, está ansiosa pela chegada. “Não sabemos como ela vai chegar, se estará muito cansada. Estão todos prontos. Qualquer coisa, ligamos e podemos até fazer uma festa”, comentou, dizendo que está aliviada pela libertação da bióloga. “Já havia ocorrido outras vezes, mas agora foi diferente, teve uma luta por trás e um desfecho feliz”, afirmou a mãe.
Para Rosângela, a filha conseguiu chamar a atenção para a sua causa, e espera que o episódio sirva para ajudar a defesa do meio ambiente. Nem mesmo a comemoração de Réveillon está programada, já que os parentes querem saber como Ana Paula vai se sentir e o que vai decidir. Mas a virada de ano deve ocorrer em Porto Alegre. “Quem vai comandar é ela”, adiantou a mãe, lembrando que a filha estava no frio da Rússia e vai estranhar o calor de mais de 40 graus da Capital.
O retorno de Ana Paula ocorre cem dias após a manifestação dela e de outros colegas do Greenpeace contra a exploração de petróleo no Ártico. Ela e os colegas obtiveram o visto de saída da Rússia, depois de terem a anistia aprovada pelo parlamento do país. “Estou ansiosa por retornar à minha terra, mas não se pode falar em final feliz, enquanto o Ártico continuar derretendo, a Amazônia se reduzindo, os oceanos se envenenando”, disse.