Conforme a entidade, até agora não houve prejuízo nos serviços porque as prefeituras passaram a bancar, com verba própria, os valores em atraso. Esse custeio, porém, deixa os prefeitos em alerta, já que o ano não pode fechar com resultado negativo. O assunto foi tratado, nesta sexta, na Secretaria Estadual de Saúde. O presidente da Famurs, Sérgio Menegaz, cobrou do governo a regularização dos repasses.
A secretária de Saúde, Sandra Fagundes, admitiu o atraso e justificou que a demora ocorre em função da queda na arrecadação. “Reconhecemos o atraso. Ele existe. Estamos tentanto regularizar”, garantiu a secretária. Ela confirmou, porém, a liberação imediata de R$ 10 milhões para os municípios para pagamento de serviços de atenção básica em postos de saúde. Conforme Sandra, a Secretaria também deve repassar às prefeituras, na próxima semana, cerca de R$ 7 milhões para equipes do programa de Estratégia de Saúde da Família (ESF).
A Famurs prepara um estudo para verificar a situação dos repasses em atraso. Entre as informações já levantadas, a entidade apurou que Santa Maria soma R$ 2,6 milhões de recursos a receber. A demora nos pagamentos também atinge cidades menores, como Santiago (R$ 271 mil), Porto Xavier (R$ 240 mil), Três Palmeiras (R$ 111 mil) e Pinhal (R$ 104 mil).