FHC ainda fez um afago no petista: "Depois da democratização, nós fomos os dois presidentes que ficaram mais tempo à frente do governo. E, de uma maneira ou de outra, marcamos a história contemporânea do Brasil". Indagado sobre ter citado Lula em diversas passagens de seu livro, recém-lançado "A parte e o Todo", o tucano disse: "Lula tem importância e é um dos marcos da história do Brasil. Eu prefiro me referir a esses marcos do que ficar aí catando formiga".
Segundo o ex-presidente, a atuação do adversário político Lula foi decisiva, no auge da crise do mensalão, para dissipar a repercussão do escândalo. FHC ressaltou que, ao invés de deixar o governo federal como, segundo ele, teria sido recomendado, ele decidiu ficar e enfrentar a crise política. "O Lula, num dado momento, quando foi posto na parede, disse: eu vou brigar", afirmou o ex-presidente. "E foi lá e disse que não houve nada, que é mentira. O Lula foi decisivo naquele momento em dissipar o mensalão".
O tucano relatou que era contrário que Lula fosse deposto do governo naquele momento, em decorrência da crise. "A minha visão é de que o ex-presidente, de alguma maneira, simbolizou a subida ao poder de um líder sindical. Você derrubar do poder um líder sindical e popular, ainda que legalmente tenha todos os argumentos, acabaria criando uma fenda no País que poderia durar anos", disse.
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