Após ter sido negado, nesta quinta-feira, 1º, um novo pedido de prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro, os filhos do ex-presidente criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes nas redes sociais.
Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão é “cheia de sarcasmo” ao sustentar que o quadro de saúde do ex-presidente “melhorou”. O senador ressaltou que o laudo médico indica a necessidade de “cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão”.
“Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura? [...] Leia o laudo, ser abjeto!”, escreveu Flávio em seu perfil no X.
Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 1, 2026
Em mais uma decisão cheia de sarcasmo, dizendo que saúde de Bolsonaro “melhorou”, o laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão - existe até o risco de… pic.twitter.com/uBZqQ46gvQ
O novo pedido de prisão domiciliar foi apresentado nesta quarta, 31, às 17h09. Na solicitação, a defesa pedia que Bolsonaro fosse encaminhado para casa imediatamente após a alta hospitalar. No entanto, ao avaliar a solicitação, Moraes considerou que a defesa não apresentou "fatos supervenientes que pudessem afastar" as razões para a manutenção da prisão em regime fechado.
Dois dias antes, Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo em seu Instagram comentando o estado de saúde do pai e defendendo que o acompanhamento familiar seria essencial para o tratamento. A manifestação ocorreu após a proibição de visitas dos filhos ao ex-presidente no hospital. A autorização para as visitas foi concedida por Moraes no dia 24, enquanto Bolsonaro permanecia internado.
“O [estado] psicológico afeta o físico. O que Moraes quer não é proteger a democracia, é torturar Jair Bolsonaro e esses abusos um dia serão responsabilizados”, declarou.
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A equipe médica prevê a alta hospitalar do ex-presidente para a tarde desta quinta-feira, 1º, depois de completar sete dias de pós-operatório e apresentar evolução clínica dentro do esperado.
Após a alta, Jair Bolsonaro retornará à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado no país.