Política

Flávio nega que dinheiro pedido a Vorcaro tenha custeado estadia de Eduardo nos EUA

Senador diz que ficou responsável de buscar investidores para filme envolvendo seu pai

Flávio Bolsonaro nega desvios envolvendo dinheiro pedido a Vorcaro
Flávio Bolsonaro nega desvios envolvendo dinheiro pedido a Vorcaro Foto : Lula Marques / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira que conversou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com a intenção de buscar financiamento para o filme "Dark Horse", sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista à Globonews, Flávio disse que seu papel era buscar investidores. O senador negou que o dinheiro fosse usado para custear gastos de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.

"Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme".

"Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme", disse o pré-candidato à presidência.

Fundo de investimentos

Flávio ainda disse que "se algum dinheiro foi para um advogado", seria porque o advogado em questão é o responsável por gerir o fundo de investimento que capitalizava dinheiro para o filme.

"Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao seu próprio pai", seguiu o pré-candidato para explicar por que buscou o banqueiro dono do Master. "Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso", segue Flávio.

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Investigação da PF envolvendo Eduardo

Uma das linhas de apuração a ser verificada pela PF é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro e usado para custear a permanência dele no País, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos nos EUA.

Essa suspeita foi lançada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma das representações à PF pedindo apuração dos fatos. Conforme diálogos revelados na quarta-feira pelo site Intercept e confirmados pelo Estadão, Flávio Bolsonaro pediu uma contribuição equivalente a US$ 24 milhões, sob o argumento de que os valores serviriam para patrocinar a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.

Contradições e detalhes sobre os pagamentos

Notas divulgadas ontem pelo deputado Mário Frias (PL-RJ), produtor-executivo do filme "Dark Horse", e da empresa Goup, responsável pela execução do projeto cinematográfico asseguram que nenhum recurso de Vorcaro chegou até eles. A versão contradiz a informação de Flávio Bolsonaro que declarou haver prestações em atraso da ajuda financeira do dono do Master e que por isso entrou em contato com Vorcaro pedindo os pagamentos.

"A Goup Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem "Dark Horse", não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário", diz nota da produtora.

*Com informações de Estadão Conteúdo