Política

Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse identificado pelo Coaf a “Dark Horse”

Senador pelo PL diz que cabe à produtora Go Up fornecer detalhes; relatório do Coaf desmente sua versão

Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio Bolsonaro mudou o assunto para o ministro do STF Alexandre de Moraes
Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio Bolsonaro mudou o assunto para o ministro do STF Alexandre de Moraes Foto : Andressa Anholete / Agência Senado / CP

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou-se nesta terça-feira, 1º, a dar informações sobre informações de outro repasse do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Flávio, cabe à produtora Go Up fornecer os detalhes.

"Essas informações não tenho como saber, porque não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Eu sabia que ele Vorcaro é investidor, mas não tinha como falar. A resposta tem que perguntar para a produtora", declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.

Reportagem da revista piauí mostrou que um relatório inédito do Coaf desmente Flávio sobre o financiamento do "Dark Horse". Apesar de o senador afirmar que os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro cessaram em maio de 2025, um repasse de US$ 1,6 milhão foi feito em setembro daquele ano, elevando o total de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, com evidências de um possível pagamento adicional em outubro.

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Críticas a Alexandre de Moraes

Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio mudou o assunto para o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado deveria renunciar ao cargo em razão de sua relação profissional anterior com Vorcaro. "O Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem melhor condição dele continuar sendo ministro do Supremo", afirmou.

Por meio de uma longa troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, a indicação de que o banqueiro pediu reiteradamente ao ministro para que interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos da instituição financeira.