Política

Força Sindical prevê mais dificuldades se negociação do mínimo for com vice

Centrais sindicais reivindicaram 16,8% e as federações empresariais ofereceram 5,3%

A Força Sindical projeta uma relação mais difícil na busca pelo reajuste do salário mínimo regional se as negociações por parte do Piratini forem conduzidas pelo vice-governador José Paulo Cairoli. “Ele vai defender os empresários, mas as centrais tem bem claro isso e sobre piso regional as centrais se unem e vão lutar pelos trabalhadores”, disse o presidente da representação, Marcelo Furtado.

Cairoli é empresário e afirmou nesta segunda-feira à Rádio Guaíba que deverá imprimir característica “pragmática e empresarial” ao governo de Sartori. Durante a campanha, a chapa de situação citou uma entrevista do agora vice eleito falando sobre a relação do empresário com empregados da fazenda dele. O material insinuou que o político não respeita as leis trabalhistas. Em entrevista à Guaíba, ontem, ele esclareceu que a negociação com subordinados na iniciativa privada não significa que vá haver prejuízo para os trabalhadores.

No início do ano, Tarso Genro sancionou reajuste de 12,72% do salário mínimo regional. As centrais sindicais reivindicaram reajuste de 16,8% e as federações empresariais ofereceram 5,3%. A faixa I passou de R$ 770 para R$ 868. A Assembleia Legislativa havia aprovado por unanimidade o novo piso gaúcho. Sartori vai ter maioria no parlamento.