Política

Fortunati elogia decisão do Piratini de pedir ajuda da Força Nacional

Prefeito de Porto Alegre destacou necessidade de combater o crime organizado na cidade

Fortunati aprovou decisão do governo do Estado de acionar a Força Nacional
Fortunati aprovou decisão do governo do Estado de acionar a Força Nacional Foto : André Ávila / CP Memória
Defensor da ideia de ter a presença da Força Nacional no Rio Grande do Sul, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, elogiou a decisão do Governo do Estado de pedir auxílio da tropa federal, anunciada nesta sexta-feira pelo governador José Ivo Sartori.

Em entrevista à Rádio Guaíba, Fortunati disse que aprova a estratégia do governo de colocar os agentes da Força Nacional nos presídios e assim liberar a Brigada Militar para fazer o policiamento nas ruas. “A presença do policiamento ostensivo é fundamental. Ele não é único, não resolve todos os problemas, mas com certeza ajuda muito a combatermos, principalmente, o crime organizado”, avaliou.

“Não podemos olhar um assalto de forma isolada. O crime organizado está muito presente na cidade de Porto Alegre. Sabemos que o crime é equalizado e tem ligação com os nossos presídios. Muitas dessas quadrilhas são monitoradas pelos chefes que estão presos. Concordo plenamente com a solução encontrada. Seria muito difícil colocar a Força Nacional nas ruas porque eles não conhecem a cidade, os gaúchos. Agora, a forma encontrada, de colocar a Força Nacional nos presídios, onde está a cabeça pensante do crime organizado, e colocando os brigadianos nas ruas, não tenho dúvida de que isso vai ampliar a força da Secretaria de Segurança do Estado e da Brigada Militar”, afirmou.

Fortunati acredita que a medida também poderá inibir os criminosos por mostrar que o governo não está aceitando a atual situação no Estado. “São atos concretos que mostram para o bandido que o Rio Grande do Sul está exagerando, está indo para combater a bandidagem. O governador fez muito bem em ir conversar com o presidente da República solicitando esse apoio para mostrar a bandidagem que o Estado não aguenta mais o nível de crime que estamos vivendo”, completou.