Entre os motivos para o saldo negativo, está a queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em R$ 20 milhões em relação ao ano anterior. O secretário da Fazenda, Roberto Bertoncini, também explicou que o município precisou empenhar despesas das obras para a Copa do Mundo, sem que o governo federal repassasse a contrapartida. “Agora, ao longo do ano, vamos começar a ser ressarcidos destes adiantamentos”, argumentou. Outra despesa, apontada pelo secretário, foi com a empresa pública de transporte coletivo, a Carris, que “não estava gerando receita suficiente”. O aporte para mantê-la operando normalmente em 2013 foi de R$ 28 milhões, de acordo com Bertoncini.
O balanço mostrou ainda que a prefeitura conseguiu investir além dos percentuais mínimos exigidos pela Constituição em saúde e educação. Os gastos das receitas próprias e transferências na área da saúde foram de R$ 537,1 milhões (21,4%), enquanto que o mínimo seria de 15%. Já na pasta da educação, o investimento foi de R$ 715,8 milhões (28,4%), sendo que o exigido é 25%. Mas Fortunati admitiu as dificuldades em administrar o dinheiro público e, ao mesmo tempo, conseguir assegurar o crescimento da cidade e o atendimento da população. “É um processo duro. Tivemos que fazer vários cortes de despesas, mas são coisas que não impediram que a cidade continuasse se modernizando”, avaliou.