Política

Fortunati projeta para taxistas regulamentação do Uber até 15 de maio

Motoristas de táxi alegam concorrência desleal e queda de rendimentos em até 50%

Motoristas de táxi alegam concorrência desleal e queda de rendimentos em até 50%
Motoristas de táxi alegam concorrência desleal e queda de rendimentos em até 50% Foto : Ivo Gonçalves / PMPA / CP
O prefeito José Fortunati, o vice Sebastião Melo e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, receberam nesta segunda-feira dirigentes do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), da Associação dos Taxistas de Porto Alegre (Aspertáxi) e de permissionários do sistema de táxi na Capital. Além de apresentar outras reivindicações, a categoria entregou colaborações ao projeto que prevê regulamentar o serviço do Uber na Capital. O prefeito estimou enviar o texto à Câmara de Vereadores até 15 de maio.

Os taxistas alegaram concorrência desleal com os carros da multinacional, citando que os rendimentos à noite caíram cerca de 50% desde que o aplicativo de celular começou a operar. “A cidade é plural, dinâmica, existem outros agentes neste processo. Estamos buscando a regulamentação de todo o sistema com normas adequadas, que atendam a cidade como um todo”, declarou Fortunati. Ele também citou medidas do poder municipal para contribuir com a categoria, como a ficha limpa dos taxistas da cidade, a fiscalização e a revisão rigorosa da frota, o carteirão provisório e o simulador Tarifa POA, que dá transparência ao valor da tarifa.

Na semana passada, um grupo de aproximadamente 100 taxistas protestou, fazendo caminhada pelo Centro da Capital. Conforme o grupo, existe uma fiscalização muito intensa em relação aos taxistas e “nada é feito contra o Uber”. Os profissionais seguiram em caminhada da Assembleia em direção a rua Julio de Castilhos, Camelódromo e Rodoviária.

Em fim de março, a EPTC confirmou que funcionários do órgão fingem ser clientes para penalizar motoristas da Uber, considerado transporte clandestino enquanto não houver a regulamentação. Desde o fim do ano passado, cerca de 40 veículos já foram apreendidos em função disso. A multa e os custos de guincho e depósito, conforme os motoristas, podem custar juntos mais de R$ 7 mil.