O diretor da Simon Bolívar confirmou que a entidade foi contratada pela Prefeitura da Capital sem abertura de licitação. Conforme ele, a instituição recebeu apenas uma carta da Secretaria Municipal da Educação (Smed), questionando o interesse em participar dos projetos junto ao IRG. "Aceitamos o trabalho e o contrato foi firmado em agosto de 2007, sendo mantido até junho de 2009", explicou.
Segundo ele, a Fundação recebeu R$ 607 mil, valor repassado pela Secretaria Municipal da Fazenda. "Foram contratados pela Fundação cerca de 20 profissionais, entre recreacionistas, pedagogos, instrutores e especialistas em esportes", detalhou o presidente. A entidade também utilizou recursos próprios para compra de materiais usados nas atividades, conforme Fonseca. Ele acrescentou que possui as notas das compras e prometeu enviar os documentos à CPI.
Já a coordenadora pedagógica do IRG, Magela Lindner Formiga, relatou que sua participação nos projetos começou em 2009, a convite do coordenador do programa, Luciano Comassetto. Ela revelou que recebia R$ 3 mil mensais pelo Jogos Gaúchos e R$ 4,2 mil pelo Letras & Gols. “Antes de ser convidada, nunca tive vinculação com qualquer integrante do IRG ou da família Moreira", informou. Magela ressaltou que tudo o que estava previsto nos dois contratos foi cumprido, com o acompanhamento da Smed, no caso da Letras & Gols, e da Secretaria de Governança Local, durante o projeto dos Jogos Gaúchos.
O terceiro depoente, Italgani Mendes de Almeida, consultor do Instituto Nacional América (INA), não compareceu à reunião da CPI por estar doente. Na quarta-feira ele encaminhou à Câmara de Vereadores um atestado médico. O depoimento precisou ser adiado.