Sem alarde, o vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli, que coordena o Gabinete de Crise criado para enfrentar os problemas na área da segurança, está realizando reuniões diárias. Participaram do encontro dessa terça-feira, que teve como pauta única alternativas para viabilizar vagas prisionais emergenciais, representantes dos ministérios públicos Estadual e de Contas, Tribunal de Contas, Procuradoria-Geral do Estado, Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage). A promessa é de atuação conjunta. Uma das ações tem como foco a liberação dos módulos 2,3 e 4 do complexo prisional de Canoas, totalizando mais 2 mil vagas.
A estimativa do governo, considerando a realização de licitação e as obras de esgoto e saneamento, é a de que seja possível disponibilizar as vagas em março do ano que vem. O primeiro módulo foi inaugurado em março deste ano. O déficit de vagas prisionais no Estado atualmente é superior a 6,3 mil. Também estão nos planos do Piratini a busca de recursos do governo federal para a área penitenciária.
As verbas já estariam disponíveis, mas a liberação enfrenta problemas burocráticos e de elaboração de projetos. Nos próximos dias, deve ser anunciada a antecipação do cronograma de convocação de 220 policiais civis e de 700 policiais militares aprovados em concurso público, que deveria ocorrer apenas em 2017, e a convocação de parte dos cerca de 900 policiais que integram cadastro de aposentados para atuação exclusiva na segurança de escolas.
Gabinete de crise tenta viabilizar vagas prisionais no RS
Ações têm objetivo de liberar três módulos do complexo prisional de Canoas