“Ela é uma jovem muito ativa. A Gabrielle estava organizando os movimentos que tomaram as ruas quando ninguém acreditava que seria possível reduzir as tarifas das passagens em Porto Alegre. Esse movimento teve grande resultado aqui e em todo o país. Infelizmente, as jornadas de junho foram muito fortes, mas poucas demandas foram atendidas. Portanto, precisamos avançar”, sustentou o candidato ao governo do Estado.
O vereador Pedro Ruas afirma que a Frente de Esquerda terá uma campanha financeiramente modesta, mas surpreendente pela sua capacidade de mobilização. “Teremos a maior militância voluntária desta campanha eleitoral, diferente dos partidos tradicionais, que podem pagar pelo trabalho das pessoas”, provocou o dirigente.
Segundo Ruas, os principais focos de investimento serão combustível para automóveis e impressão de “santinhos” para distribuição no corpo a corpo. “O trabalho de campanha irá agregar sobretudo a juventude que esteve engajada nos protestos populares iniciados na metade do ano passado. Nossa aliança é diferente. É ideológica, não agrega tempo de TV e rádio. Também não estamos prometendo cargos”, disse.
A escolha do candidato a vice ocorreu em meio a disputa interna entre três nomes do PSOL. Além de Gabrielle Tolotti, a professora Neiva Lazzarotto, membro do Cpers/Sindicato, e Paulo Sérgio Silva, dirigente do Sindicato dos Aeroviários do Estado, concorriam internamente pela indicação. A ala Unidade Socialista redigiu um recurso direcionada ao Diretório Nacional da sigla contestando a eleição da jornalista.