Política

Gastos com ponto eletrônico na Câmara de Porto Alegre são questionados

Novo sistema entrou em vigor nesta terça-feira

Novo sistema começou a ser usado nesta terça-feira
Novo sistema começou a ser usado nesta terça-feira Foto : Alina Souza
*Com informações da repórter Bibiana Borba

O Sindicato dos Servidores da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre (SindiCâmara) questionou nesta terça-feira o custo de implementação do ponto eletrônico aos cofres públicos. De acordo com o vice-presidente do SindiCâmara, Jerri Gallinati Heim, foram gastos R$ 300 mil com a adoção do novo sistema. A administração, no entanto, diz que foram R$ 20 mil. O presidente da Câmara, Mauro Pinheiro, estará depondo em inquérito civil público no Ministério Público estadual sobre o assunto na tarde de hoje.

O sindicato afirmou que não é contra o ponto eletrônico, mas sim à maneira como ele foi implementado. Os funcionários concursados da Câmara precisam cumprir oito hora. Este horário precisa ser cumprido entre as 8h e as 19h, tendo intervalo fixo entre as 11h30min e 14h. Já os funcionários de cargos em comissão (CCs) podem cumprir as 8 horas de trabalho entre as 17h30min e 21h, mas sem horário fixo para intervalo. O SindiCâmara afirma que a regulamentação não é clara em relação aos intervalos dos funcionários não concursado. “A regulamentação não diz se é livre no sentido de não precisar fazer o intervalo, ou se é livre no sentido de fazer a qualquer hora”, disse Hein em entrevista à Rádio Guaíba. Cerca da metade dos 730 funcionários do órgão são CCs ou estagiários.

O ponto eletrônico na Câmara Municipal de Porto Alegre entrou em vigor nesta terça. “Contratamos uma solução completa de gerenciamento do ponto eletrônico, integrada com a folha de pagamento, nos mesmos moldes de outros órgãos públicos municipais da Capital”, ressaltou o presidente Mauro Pinheiro (PT). “Além do controle da frequência dos servidores, este sistema universal com biometria e cartão-ponto possibilitará, futuramente, a integração com as formas de acesso ao estacionamento e a outras dependências da Casa”, acrescentou o diretor-geral Luis Berres.