Política

Glauber Braga ocupa cadeira da presidência da Câmara e sessão é interrompida

O deputado protesta contra o processo do qual é alvo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

Diante da situação, Hugo Motta determinou à Polícia Legislativa que fechasse o acesso ao plenário
Diante da situação, Hugo Motta determinou à Polícia Legislativa que fechasse o acesso ao plenário Foto : Julio Cesar Ribeiro/ Reprodução

A Câmara dos Deputados suspendeu a sessão deliberativa que estava em curso no período da tarde desta terça-feira, 9, depois da confusão que se formou no plenário da Casa devido ao protesto do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). Ele se sentou na cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e disse que de lá não iria sair. Braga foi retirado à força por vários policiais legislativos.

Braga protesta contra o processo do qual é alvo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Motta disse mais cedo que vai levar o caso ao plenário nos próximos dias. "Eu vou me manter aqui, firme, até o final dessa história", disse.

Diante da situação, Motta determinou à Polícia Legislativa que fechasse o acesso ao plenário, impedindo inclusive a atuação da imprensa no local. A TV Câmara também interrompeu a transmissão.

Os deputados se preparavam para votar, nesta terça, o Projeto de Lei da Dosimetria, que poderá reduzir drasticamente a pena de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

A iniciativa, introduzida nesta mesma terça-feira na ordem do dia da Câmara, também daria liberdade condicional a uma centena de bolsonaristas, presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos Três Poderes em Brasília.

"Eu vou ficar aqui calmamente, com toda tranquilidade, exercendo o meu legítimo direito político de não aceitar como fato consumado uma anistia para um conjunto de golpistas", disse o deputado do PSOL antes de ser retirado à força do plenário.

Braga deve ser alvo nos próximos dias de uma votação sobre a cassação de seu mandato, após ser acusado de agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) durante sessão na Câmara no ano passado.

Veja Também