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Antes da posse, Gleisi fará um pronunciamento na liderança do PT no Senado Federal, às 14h30min. Segundo assessores, a nova ministra quer apresentar aos senadores o trabalho que passará a desempenhar. Em entrevista após ser indicada para o cargo,ela afirmou que a articulação política do governo não faz parte das atividades que assumirá a partir de hoje.
"Vou fazer o trabalho que a presidente Dilma está pedindo, que é de gestão. Ela quer o funcionamento da Casa Civil de acompanhamento dos projetos. A presidente disse que meu perfil se adequa àquilo que ela pretende. É uma ação de gestão, é com isso que eu estou comprometida". Ela também lembrou que conhece Dilma desde que trabalharam na equipe de transição do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Gleisi disse ainda que, ao contrário do que ocorre atualmente no Senado, adotará uma postura diferente na Casa Civil, sem discriminar as propostas sugeridas por senadores da oposição. "Amanhã (hoje) vou conversar sobre a relação no Senado, falar dos meus posicionamentos inclusive com os senadores da oposição, a quem respeito muito", afirmou.
Veja as primeiras declarações e a biografia da nova ministra:
Perfil
Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba (PR), em 6 de setembro de 1965, filha de Júlio Hoffmann e Getúlia Agda. É casada com Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, e mãe de João Augusto e Gabriela Sofia. A nova ministra iniciou a carreira política na adolescência quando entrou no movimento estudantil. Fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e filiou-se em 1989 ao PT.
Aos 45 anos, Gleisi vive sua primeira temporada no Congresso, mas vem de um círculo próximo da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Foi eleita senadora pelo Paraná pela primeira vez em 2010, depois de disputar, sem sucesso, uma vaga no Senado em 2006, apesar de ter obtido expressiva votação.
Advogada, formada pela Faculdade de Direito de Curitiba, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira, ela também foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina.
Em 2002, participou da equipe de transição de governo Lula. Foi nomeada no ano seguinte diretora financeira da Hidrelétrica de Itaipu, onde ficou até o início de 2006, sendo a primeira mulher a assumir um cargo de direção em 30 anos de atividades da usina.