Política

Governador de SP nega Tropa de Choque pronta para prender Lula

Márcio França relatou que forças de segurança "estão à serviço do Poder Judiciário", porém

Márcio França relatou que forças de segurança "estão à serviço do Poder Judiciário", porém
Márcio França relatou que forças de segurança "estão à serviço do Poder Judiciário", porém Foto : Mauro Pimentel / AFP / CP
Após assumir o governo de São Paulo, Márcio França (PSB) negou que a Tropa de Choque da Polícia Militar esteja preparada para atuar na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP). “Não tive essa informação. A polícia de São Paulo está sempre à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da lei, mas até agora ele (o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho) não me falou nada sobre isso”, relatou o governador, recém-empossado.

França ressaltou que a orientação é “aguardar as determinações judiciais e exigir de todo mundo bom senso”. “Ninguém quer transformar o Brasil em um caldeirão de violência desnecessária”, avaliou. Mais cedo, na cerimônia de posse do cargo de governador, realizada na Assembleia Legislativa, França comentou sobre a prisão de Lula. “É triste porque a gente não pode achar bonito nem gostoso ver um ex-presidente da República com uma dificuldade desse tamanho. Mas ordens judiciais não são para serem discutidas."

Já o ex-governador Geraldo Alckmin, que deixou o cargo para concorrer à eleição presidencial deste ano, disse que “as determinações judiciais se respeitam, ainda mais uma decisão da Suprema Corte, que é uma decisão soberana”. “A instituição garante o direito de defesa. Todos têm o direito de defesa, certamente vão apresentar as medidas judiciais cabíveis, mas há que se respeitar a decisão judicial. Ninguém está acima da lei. A lei é para todos, por mais importante que sejam as pessoas”.

Sobre a prisão de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da empresa estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) no governo do PSDB, Alckmin disse que "a lei é para todos. A investigação é para todos. A prestação de contas é para todos”. Paulo Preto é acusado de desviar em espécie e em imóveis, entre os anos de 2009 e 2011, o total de R$ 7,7 milhões.