Governador do PSL nega queimadas
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Governador do PSL nega queimadas

Antonio Denarium, de Roraima, negou que o Estado sofra com queimadas

Por
AE

Governador do PSL negou a existência de queimadas no Estado

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O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), negou nesta sexta-feira, 23, que o Estado sofra com queimadas, embora o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tenha apontado a região como uma das que registram maior índice de focos de incêndio do País. O correligionário do presidente Jair Bolsonaro disse que está tudo "sob controle" e saiu em defesa das ações do governo federal. Já o governador de Amazonas, Wilson Lima (PSC), atribuiu o avanço do fogo à pecuária e aos madeireiros e refutou ligação com organizações não governamentais (ONGs).

Denarium, em nota ao Estadão/Broadcast Político, destacou que a Amazônia é um patrimônio "de todos" e que o Brasil e os Estados precisam de apoio federal para formar brigadas de combate a incêndios florestais. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o País já registrou 76,7 mil focos de incêndio desde 1.º de janeiro. Em Roraima, foram 4,6 mil.

"O Estado sozinho não tem recursos pra fazer o combate a incêndios na Floresta Amazônica. Porém, eu, Antonio Denarium, estou de acordo com as ações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Para resolvermos o problema das queimadas, precisamos resolver um problema estrutural da Amazônia que é a regularização fundiária e ambiental", defendeu.

Lima refutou a hipótese mencionada por Bolsonaro esta semana - de que os incêndios seriam culpa de ONGs -, mas evitou fazer críticas diretas ao presidente. Ele defendeu a importância do Fundo Amazônia, mas classificou como "pirotecnia" a forma como líderes mundiais se manifestaram. Isso, diz Lima, pode ter efeitos econômicos "significativos".

Acre e Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou que incêndios no Estado "são frutos do desmatamento pontual, provavelmente" pela atividade criminosa. "Tudo ganha proporção mais elevada, com diminuição das chuvas, que acaba retratando a realidade de focos de desmatamento." 

Barbalho disse que o Estado não tem recursos para agir sozinho no combate ao desmate e incêndios. Ele evitou conflito com declarações de Bolsonaro sobre a suposta culpa das ONGs e disse que é hora de unir forças para resolver a crise. O governador do Acre, Gledson Cameli (PP), publicou nesta sexta-feira, 23, decreto determinando de estado de emergência por "desastre classificado e codificado como incêndio florestal". Segundo o decreto do Executivo, há risco de desabastecimento de água em algumas regiões.