• Manifestações ocorrem em todo o Brasil
"Há uma inconformidade pública que atinge instituições, meios de comunicação e demais âmbitos. É nítido em todo o país", salientou Tarso. "Precisamos de uma corrente democrática e das nossas forças políticas para chamar, forçar no bom sentido que o Congresso Nacional faça uma rápida reforma política", analisou o governador. "Temos que aproveitar esse momento para fazer uma profunda reforma, rever os partidos políticos. Essas questões emergem. Temos que fazer com que todos possam ter sua representação na esfera democrática", frisou.
Ele salientou que, no RS, a ordem do governo foi para a polícia evitar ao máximo entrar em confronto com a população. "Nossa forças de segurança tiveram muito cuidado, o comando era evitar conflito mesmo com uma margem de possiiblidade de ocorrerem depredações", reconheceu Tarde. "Em determinado momento, a BM foi obrigada a reagir para proteger a integridade física", avaliou.
Para o governador, o tamanho do movimento pegou a todos no país de surpresa. "Ninguém esperava que o movimento chegasse a esse ponto e tampouco que uma parte pequena fosse tão violenta contra o patrimônio. Temos uma situação nova no país", definiu.
Tarso aproveitou para pedir, ainda, que em novas manifestações os participantes aumentem os esforços para manter o foco pacífico. "É preciso chamar para que os que continuem se manifestando evitem ações violentas que contribuam para qualquer conflito", ponderou.
"Faço um apelo aos movimentos que procurem evitar atos de violência. Eles não ajudam as próprias bandeiras que estão sendo levantadas e que a população compreenda bem suas próprias propostas", acrescentou Tarso. "Não há intermediação de processo com pessoas que não se apresentam, nem o que querem ao menos em uma parte. Contra ações de violência as forças da ordem são obrigadas a reagir, para proteger", enfatizou.