Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acreditam que a adesão às manifestações pelo País contra a anistia e a PEC da Blindagem terá poder de frear a tramitação das propostas e de manter a pressão contra condenados por tentativa de golpe de Estado. Em outra frente, governistas veem que, com esses projetos em pauta, em especial o que protege parlamentares processados, a oposição permite que o Palácio do Planalto consiga mais apoio para os projetos que quer priorizar.
Os atos foram convocados por centrais sindicais, partidos de esquerda e artistas. Os principais foram marcados para Rio de Janeiro e São Paulo. Na manifestação em Brasília, os manifestantes pediram para que o Congresso foque em projetos como o do fim da escala 6 por 1 e o que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
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O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, afirmou que Lula e o governo saem fortalecidos das manifestações. 'O apoio ao presidente Lula neste momento acaba sendo o grande guarda-chuva dessas pautas de salário mínimo, escala 6 por 1, soberania nacional. Mesmo sendo um ato difuso, com certeza fortalece esse campo popular e democrático', disse. Líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ) afirmou que os atos representam para o governo uma 'virada' na pauta.
"O projeto da anistia e a PEC da blindagem perdem força. Essa revisão de penas também. A gente espera que essa virada popular facilite a aprovação de projetos que têm interesse do governo e da população brasileira', declarou à reportagem. Um dos mais cortejados no ato realizado em Brasília, o ex-ministro José Dirceu disse que o Congresso para o País para votar impunidade, enquanto trava matérias de interesse de uma maioria da população. 'Eles bloqueiam a isenção do Imposto de Renda, o vale-gás, a isenção da conta de luz e param o País para votar a PEC da impunidade. Mas o Brasil está mudando, a prova somos nós aqui hoje e em todo o Brasil', afirmou.