Política

Governo acorda manobra com Maia para votar reforma da Previdência na comissão até quinta-feira

Líderes da base, porém, acreditam que conclusão se dará apenas na próxima semana

Governo tenta votar reforma da Previdência na comissão até quinta
Governo tenta votar reforma da Previdência na comissão até quinta Foto : Marcos Corrêa / PR / CP
Em reunião neste domingo com o presidente Michel Temer e ministros no Palácio do Alvorada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), definiu que não realizará votações no plenário da Casa na quarta-feira para acelerar a apreciação da reforma da Previdência na comissão especial que analisa a matéria. O governo quer concluir a votação da proposta no colegiado ainda nesta semana, para evitar que o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), acabe cedendo à pressão de diversas categorias por mudanças no parecer.

A discussão na comissão especial deve ser encerrada nesta terça-feira. Com isso, a votação no colegiado poderá começar no dia seguinte. A ideia do governo é acelerar os trâmites na quarta, para que a votação possa ser concluída até quinta-feira. Caso o presidente da Câmara abrisse a ordem do dia no plenário da Casa, a votação da reforma na comissão especial teria de ser interrompida, o que poderia atrasar o calendário.

Embora o governo diga que quer votar a matéria na comissão nesta semana, líderes de partidos da base aliada dizem que a previsão "mais realista" é só concluir a votação na semana que vem. Eles argumentam que precisam de mais tempo para negociar o texto. O argumento é que o relatório de Oliveira Maia tem de ser o mais amarrado possível, para evitar que deputados da base aliada apresentem emendas ou votem a favor de emendas da oposição no plenário, desconfigurando os eixos da reforma.

Além de Maia e de Temer, participaram da reunião no Alvorada os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco; da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy; e da Educação, Mendonça Filho. Os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também estiveram presentes no encontro, assim como o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI).