Política

Governo ainda examina projeto do ICMS proposto por Leite

Expectativa de tucanos é de que proposta seja protocolada hoje, mas Executivo assinala análise formal

Governo do Estado ainda examina projeto do ICMS proposto por Leite
Governo do Estado ainda examina projeto do ICMS proposto por Leite Foto : Luiz Chaves / Palácio Piratini / Divulgação / CP
Apesar das expectativas da equipe de transição do governador eleito, Eduardo Leite (PSDB), é concreta a possibilidade de que o Executivo não encaminhe nesta quinta-feira para a Assembleia Legislativa o projeto que prevê a prorrogação da majoração das alíquotas do ICMS por mais dois anos, como inicialmente previsto.

Proposta da campanha de Leite, a continuidade das taxas atuais foi detalhada em uma minuta de projeto entregue na tarde de quarta ao coordenador da transição por parte do governo atual, o chefe da Casa Civil, Cléber Benvegnú. Na manhã desta quinta, foi anexado o pedido para que o projeto tramite em regime de urgência.

A projeção inicial era de que o projeto poderia seguir para o Legislativo nesta quinta, mas o Executivo agora assinala a necessidade da chamada análise formal, que inclui exames por parte da Secretaria da Fazenda, da Casa Civil e da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Internamente, integrantes do atual governo admitem que o ritmo ‘mudou’ após o retorno do governador José Ivo Sartori (MDB) de Brasília.

Enquanto isso, na Assembleia, a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle aprovou, na manhã desta quinta-feira, requerimento para realização de uma audiência pública sobre a questão do ICMS. A proposta da audiência foi feita pelo deputado Juvir Costella (MDB). A bancada do MDB, composta por oito parlamentares, se diz dividida em relação à manutenção das alíquotas majoradas.

As alíquotas hoje em vigor valem desde o início de 2016 e até o final deste ano, em função de uma proposta do Executivo aprovada pelo Legislativo no final de 2015, o primeiro ano do governo Sartori. Durante a campanha eleitoral de 2018, a proposta do governador emedebista, que disputou o segundo turno com Leite, era de continuidade das alíquotas com aumento pelo tempo que fosse ‘necessário’ e não apenas por dois anos.