De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, as famílias só podiam receber valores correspondentes a, no máximo, três crianças (R$ 32 para cada uma), independentemente do número de filhos. A partir de agora, a quantidade máxima de crianças passará a ser cinco.
Hoje, são 15,7 milhões. Da população extremamente pobre, 40% têm até 14 anos. Além disso, em abril, o governo reajustou em 45% o valor do benefício pago às famílias com crianças nessa faixa etária.
Em seu discurso, a presidente disse que a meta do plano é tirar da extrema pobreza 16,2 milhões de pessoas. Em discurso no Planalto, ela afirmou que o maior mérito do plano é trazer para a agenda dos governos o debate sobre a miséria. "O plano tem o efeito de gritar que a miséria ainda existe nesse País", disse.
No discurso, a presidente ressaltou que o plano se baseia em três eixos: transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. "Pretendemos melhorar a vida de 16 milhões de brasileiros que ainda estão na extrema pobreza", reforçou.
Dilma destacou que o plano amplia conquistas sociais dos últimos anos no País. Ela ressaltou a política social de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e destacou que houve no País uma ascensão social de milhões de brasileiros. "O Brasil provou ao mundo que a melhor forma de crescer era distribuir renda."
A presidente afirmou que foi interrompido um "ciclo vicioso" em que havia crescimento, mas sem sustentabilidade. "Com obstinação, conseguimos tirar 28 milhões de pessoas da pobreza e incluir 32 milhões nas classes médias", disse.
Ela ainda afirmou que o País, ao longo dos anos, abriu as portas para o futuro, mas deixou, de forma "imperdoável", essas portas fechadas para milhões de brasileiros. "Estamos aqui juntos para abrir de uma vez a grande porta do século 21."