Política

Governo anuncia déficit superior a R$ 150 milhões no Rio Grande do Sul

Para secretário da Fazenda, Odir Tonollier, caixa do Estado era zero em 3 de janeiro

Governo anuncia déficit superior a R$ 150 milhões no Rio Grande do Sul
Governo anuncia déficit superior a R$ 150 milhões no Rio Grande do Sul Foto : Paulo Nunes
O secretário da Fazenda, Odir Tonollier, anunciou, na tarde desta quinta-feira, que o Rio Grande do Sul está em crise financeira. Após duas semanas do governo Tarso Genro, o secretário garantiu que as finanças do Estado estão em situação preocupante. "Ao contrário do que disse o governo anterior, que o Rio Grande do Sul começaria o ano com R$ 3,6 bilhões em caixa, o que encontramos é um Estado com caixa negativo em R$ 4,6 bilhões e um déficit de R$ 150 milhões em 2010. Em 3 de janeiro, o saldo no caixa do Rio Grande do Sul era literalmente zero", disse Odir Tonollier durante entrevista coletiva concedida na sede da Secretária da Fazenda, em Porto Alegre.

"O Rio Grande do Sul tem uma divida de R$ 1 bilhão por vencer. Somente ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), o Estado deve R$ 140 milhões em convênios de obras feitas que não foram pagas. Em relação aos convênios com as cidades, a dívida é de R$ 125 milhões", relatou.

"Se nada for feito, terminaremos o ano com deficit superior a R$ 550 milhões", completou o secretário antes de anunciar as medidas que o governo do Estado tomará para levantar o dinheiro. "A nossa preocupação, a partir de agora, é tentar reverter esse quadro através de parcerias com a União e finalização de dívidas ativas Estado. O salário do funcionalismo não sofrerá atrasos, mas também, dificilmente terá algum reajuste", disse.

Outra medida será buscar junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Mundial um empréstimo de R$ 2 bilhões. "Eventualmente utilizaremos os recursos de depósitos judiciais. Esse dinheiro funciona como um cheque especial para o Estado e sobre o qual incidem juros. Por isso, é um dinheiro que não podemos contar como nosso", analisou.


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