O Planalto elegeu o voto do deputado Paulo Maluf (PP-SP) na Comissão Especial do impeachment como determinante para ser perseguido até segunda, quando o relatório favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff será apreciado no colegiado. A busca pelo parlamentar parte do princípio de que ele pode mudar novamente sua posição e ser, nas contas do governo, o 33.º voto de desempate em favor da petista.
• Debate dura 12 horas na comissão do impeachment
Maluf migrou nos últimos dias de uma posição contra o impeachment para, primeiro, uma posição indefinida e, depois, para uma favorável. Além dele, o governo vai passar o fim de semana empenhado em conseguir mais votos para derrubar o relatório. Há 65 votantes na comissão.
Nesta sexta, a tropa de choque do governo – os ministros Ricardo Berzoini e Jaques Wagner e o assessor especial da Presidência Giles Azevedo – se reuniu para fazer esta contabilidade. O governo recomendou aos líderes que continuem investindo nos parlamentares para mostrar que argumentos para tentar afastar Dilma são "totalmente políticos", "sem base na realidade" e "indefensáveis".
Governo busca voto de Maluf na comissão do impeachment
Aliados do Planalto passarão fim de semana empenhados em conseguir mais votos para derrubar o relatório