Em nota, a administração do Amapá diz que é política do governo “assegurar a dignidade do preso em todas as unidades distribuídas pelo Estado”. "O governo do Amapá irá apurar a verdade. O Iapen já instaurou sindicância para estabelecer as responsabilidades e, caso comprovadas as acusações, punir os culpados".
O fato causou ainda mais irritação de aliados políticos que já haviam se considerado "expostos" pela Polícia Federal. Nessa sexta, o Planalto informou ainda que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, considerou o vazamento das fotos "uma violação do princípio da dignidade do preso".
Na operação, 36 pessoas foram presas, entre elas o número dois da pasta, Frederico Silva da Costa (secretário-executivo), mas todas responderão ao processo em liberdade por determinação da Justiça Federal.
Operação
A investigação sobre o esquema de corrupção de verbas do Ministério do Turismo começou em abril, depois que um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é de R$ 4,4 milhões.
Após as prisões, o Ministério do Turismo endureceu as regras para convênios e suspendeu o repasse a ONGs temporariamente. O caso também passou a ser investigado pela Controladoria Geral da União (CGU) a pedido da pasta.
Em nota divulgada nesta semana, a Ibrasi negou irregularidades e disse acreditar que "a ampla investigação dos fatos comprovará a licitude de sua atuação".