Política

Governo do Amapá investiga vazamento de fotos de presos

Suspeitos de desvios no Ministério do Turismo vão responder ao processo em liberdade

O governo do Amapá informou neste sábado que o Instituto de Administração Penitenciária do Estado (Iapen) instaurou uma sindicância para descobrir quem foram os responsáveis por vazar as fotos de alguns dos presos na Operação Voucher, da Polícia Federal, que investiga desvio de recursos no Ministério do Turismo. As imagens dos suspeitos foram divulgadas na sexta-feira pelo órgão, provocando indignação da presidente Dilma Rousseff, que considerou o vazamento “inaceitável”.

Em nota, a administração do Amapá diz que é política do governo “assegurar a dignidade do preso em todas as unidades distribuídas pelo Estado”. "O governo do Amapá irá apurar a verdade. O Iapen já instaurou sindicância para estabelecer as responsabilidades e, caso comprovadas as acusações, punir os culpados".

O fato causou ainda mais irritação de aliados políticos que já haviam se considerado "expostos" pela Polícia Federal. Nessa sexta, o Planalto informou ainda que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, considerou o vazamento das fotos "uma violação do princípio da dignidade do preso".

Na operação, 36 pessoas foram presas, entre elas o número dois da pasta, Frederico Silva da Costa (secretário-executivo), mas todas responderão ao processo em liberdade por determinação da Justiça Federal.

Operação

A investigação sobre o esquema de corrupção de verbas do Ministério do Turismo começou em abril, depois que um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é de R$ 4,4 milhões.

Após as prisões, o Ministério do Turismo endureceu as regras para convênios e suspendeu o repasse a ONGs temporariamente. O caso também passou a ser investigado pela Controladoria Geral da União (CGU) a pedido da pasta.

Em nota divulgada nesta semana, a Ibrasi negou irregularidades e disse acreditar que "a ampla investigação dos fatos comprovará a licitude de sua atuação".


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