O governo do Rio Grande do Sul decidiu, na manhã desta quarta-feira, que atrasará a parcela da dívida do Estado com a União relativa ao mês de setembro, prevista para ser paga hoje. Os R$ 266,6 milhões devidos à União não serão repassados ainda que estejam disponíveis ao Piratini devido ao aumento dos saques dos depósitos judiciais. O objetivo do Executivo é utilizar os recursos para outros fins, inclusive pagamento de salários de servidores e fornecedores.
A estratégia do Piratini é manter o dinheiro na conta dos depósitos judiciais e fazer o pagamento diretamente nas contas dos credores. Isso porque, se a Secretaria da Fazenda sacar o valor para o caixa único do Estado, os recursos são automaticamente bloqueados por parte da União. O bloqueio das contas do Estado com sequestro automático dos recursos está previsto no contrato com a União e vem sendo praticado desde o início de agosto, quando o Rio Grande do Sul anunciou que atrasaria, deliberadamente, os repasses pela primeira vez.
Nos meses anteriores, quando houve bloqueio, o Piratini priorizou outros pagamentos e repasses, faltando recursos para destinar à dívida com a União. Neste mês, entretanto, o Estado tem recursos extraordinários oriundos dos depósitos judiciais que tiveram a possibilidade de saques aumentada de 85% para 95%, gerando receita extra de R$ 1,1 bilhão.
Governo do RS atrasará parcela da dívida com a União
Devido ao aumento dos saques dos depósitos judiciais, R$ 266,6 milhões não serão repassados