Política

Governo do RS disponibiliza documentos para a PF

Chefe da Casa Civil e Secretária do Meio Ambiente se reuniram com superintendente do órgão

Carlos Pestana esteve reunido com o superintendente da Polícia Federal, Sandro Caron
Carlos Pestana esteve reunido com o superintendente da Polícia Federal, Sandro Caron Foto : Claudio Fachel / Palácio Piratini / CP
O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, afirmou nesta terça-feira que o governo do Estado colocará à disposição da Polícia Federal (PF) todos os documentos necessários para contribuir com a investigação sobre o esquema de corrupção que envolvia empresários, consultores ambientais e servidores públicos e acelerava a obtenção de licenças no Rio Grande do Sul. A Operação Concutare prendeu 18 pessoas suspeitas de envolvimento nas fraudes.

Pestana e a secretária do meio Ambiente, Mari Perusso, que assumiu o cargo na manhã desta terça-feira após a exoneração de Carlos Niedersberg (PC do B), detido durante a ofensiva da PF, se reuniram com o superintendente regional do órgão, Sandro Luciano Caron de Moraes. “A secretária (Mari Perusso) já tem a orientação de disponibilizar todos os documentos, se por ventura, a PF ainda não teve acesso”, sintetizou Pestana à Rádio Guaíba.

Os suspeitos foram detidos de forma temporária – medida que dura cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco. São seis empresários, seis despachantes e seis servidores públicos, de acordo com a PF. Além de Niedersberg, o secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre Luiz Fernando Záchia (PMDB) também foi preso e afastado do cargo pelo prefeito José Fortunati. Dezessete passaram a noite no Presídio Central. A expectativa da PF é ouvir cinco pessoas nesta terça-feira. Na segunda, quando a ação foi deflagrada, apenas dois suspeitos prestaram depoimento aos policiais federais.

Após cerca de dez meses de investigação, a PF identificou diversas quadrilhas que atuavam na aceleração da liberação de licenças ambientais no Estado. Uma rede de corrupção aliciava funcionários públicos para que requisitos legais fossem desconsiderados. Os setores de construção civil e mineração foram alguns dos segmentos beneficiados com as fraudes. A PF apreendeu R$ 468 mil, 44 mil dólares e 5.280 euros - o equivalente a mais de meio milhão de reais.

Conforme a PF, a rede de corrupção era sustentada via propina, que incluía desde a entrega de presentes até R$ 70 mil. O processo corre em segredo de Justiça. Os suspeitos devem ser indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, além de crimes ambientais, conforme a participação individual de cada envolvido no esquema.




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