A decisão desfavorável do STJ provocou uma avalanche de reuniões no governo e entre a base aliada. No final da tarde, após a coletiva do governador Tarso Genro, ainda em Carazinho, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, detalhou como se dividirá a linha de ação do Estado a partir de agora. Ela tem três pontos. O primeiro é o recurso que o governo vai protocolar no próprio STJ.
O segundo é que, até o recurso e após ele, com auxílio da base aliada e de movimentos sociais, seja incentivada a confecção de abaixo-assinados para expressar o desejo da população de acabar com os pedágios. O objetivo é juntar os documentos ao recurso. E o terceiro é a manutenção do calendário de audiências públicas já marcadas para discutir o assunto.
A base aliada também reagiu. “A população está frustrada porque a expectativa era de que os juízes se baseassem no cumprimento dos contratos e que o ministro tomasse decisão em favor do povo”, disse a deputada estadual Marisa Formolo (PT). Ela representa a região da Serra gaúcha na Assembleia.
De posse da decisão da juíza que, em primeira instância também concedeu liminar para que a concessionária prossiga a cobrança até dezembro em Caxias do Sul, Marisa questiona: “Se a própria juíza reconheceu que o prazo é abril, por que a população precisa continuar pagando?”. Na Serra já circula abaixo-assinado, e a rejeição aos pedágios é tanta que há centenas de assinaturas no documento.