O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, chegou no final da manhã desta quarta à Presidência do Senado para entregar a Renan Calheiros a defesa do governo Dilma sobre as "pedaladas fiscais" relativas a 2014. A medida seria feita nessa terça, mas foi adiada após após reunião com ministros do núcleo duro do governo.
A entrega da defesa faz com que comece a tramitar na Comissão Mista de Orçamento a análise do parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que rejeitou, de forma unânime, as contas de Dilma. A comissão será responsável por elaborar um novo parecer, que será analisado pelos deputados. Caso o Congresso também rejeite as contas da presidente, isso poderia dar força a um eventual processo de impeachment contra Dilma.
No último dia 21, Renan havia concedido 45 dias para o governo apresentar a defesa ao Congresso. A presidente da CMO, Rose de Freitas (PMDB-ES), porém, estava pressionando para que o processo fosse acelerado. Ela fez chegar ao Planalto, por exemplo, que se a defesa não fosse entregue outros processos que dependem do aval da comissão, como a aprovação da mudança na meta do superávit primário deste ano, não iriam caminhar.
Oficialmente, o Planalto afirma que decidiu antecipar a entrega para mostrar que não trabalha pra postergar a análise do caso e que está confiante na aprovação das contas do governo pelo Congresso. O governo, no entanto, tem trabalhado para dar sinais positivos para o mercado. Não aprovar a alteração da meta seria mais um motivo que poderia levar ao agravamento da crise econômica.
Governo entrega defesa sobre pedaladas fiscais ao Congresso
Análise do parecer do Tribunal de Contas da União começará a tramitar na Comissão Mista de Orçamento