O governo do Estado e o Corpo do Bombeiros esperam que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que separa a corporação da Brigada Militar ocorra até a metade do ano. Porém, o projeto do Executivo foi protocolado nesta tarde na Assembleia Legislativa, mas não vai tramitar em regime de urgência. Ainda assim, o Piratini espera acordo entre as bancadas da base e oposição.
A Emenda prevê o prazo de dois anos e seis meses para que os bombeiros se tornem uma corporação autônoma. Conforme o secretário da Segurança Airton Michels, o tempo é necessário para reestruturar cargos, salários e o orçamento próprio. “Achamos que é necessário um debate largo para atender as demandas dos bombeiros, mas que se atende uma melhor prestação de serviços para a população”, destaca.
O deputado Pedro Pereira (PSDB) sugeriu que a transição aconteça já em seis meses. “Sentimos o cheiro de enrolação, já que a transição ficaria somente para o próximo governo”. Já o comando do Corpo de Bombeiros acredita que o prazo precisa ser maior para discussão sobre separação.
Ainda não foi definido o possível orçamento da corporação. Michels, no entanto, ressaltou os últimos investimentos como a aquisição de 49 caminhões desde o início da gestão.
Minutos antes da entrega, os deputados acabaram decretando a primeira derrota do governo Tarso Genro no ano, ao rejeitaram o veto do governador ao projeto de tarifa única do pedágio para veículos que cruzarem mais de uma vez pela mesma praça no mesmo dia. O veto de Tarso foi derrubado por 29 votos contra 19 e ex-aliados do governo, PSB e PDT foram decisivos na votação.